Recebe um par de MUKISHOES e nos planatamos uma árvore


Para a nossa campanha associamo-nos à “REFLORESTAR PORTUGAL” e doamos uma árvore por cada par de sapatos vendido. Esta é uma organização internacional que se dedica a recuperar as florestas portuguesas que sofrem a cada ano com os incêndios. Aqui está uma entrevista com os fundadores.

Reflorestar com voluntários.

Reflorestar com voluntários.


Podes descrever o projecto Reflorestar Portugal? O que estão a fazer?


Somos uma associação que visa informar, consciencializar e inspirar o entendimento e as soluções práticas para a regeneração ecológica e humana.

Organizamos e promovemos palestras, cursos e workshops no campo da eco-alfabetização e prestamos serviços de consultoria na área de gestão florestal.

Implementamos e estimulamos reuniões de trabalho e encontros que facilitam parcerias colaborativas entre todos aqueles que compartilham nosso objetivo: a elevação da capacidade humana de cooperar para a regeneração do planeta Terra. 

Floresta depois de um incêndio - realidade em Portugal.

Floresta depois de um incêndio - realidade em Portugal.


Quais foram os motivos que vos levaram a fundar a associação?


Após os incêndios florestais em Portugal no verão de 2017, que devastaram mais de 500.000 hectares de terra e mataram 106 pessoas e inúmeros animais, decidimos agir para criar um movimento nacional para reunir pessoas de diferentes origens, desde agroflorestais até arquitetos paisagistas, economias regenerativas e ferramentas colaborativas, para co-criar soluções e estratégias, a fim de conseguir um impacto real no que faz com que esses eventos agressivos aconteçam.

Já não é suficiente querer saber, ser informado ou falar sobre isso. O resgate dos sistemas de suporte à vida no nosso planeta atingiu o ponto crítico em que temos de agir, coletivamente, para ser rápido, impactante e efetivo.

Ação Humana requer Comunicação, Cooperação, Comunidade. Esses três Cs são a base para ação com impacto global, atuando localmente em cada país e em cada região. O nosso objetivo é facilitar e promover esta regeneração humana de mãos dadas com a regeneração dos nossos solos, florestas e proteger as nossas sementes nativas.

Podes falar-nos um pouco sobre a actual situação das florestas em Portugal?


As florestas nativas em Portugal são menos de 30% do que é considerado áreas florestais neste momento. Embora Portugal tenha um grande espaço que é considerado floresta, tem sido dominado por monoculturas de eucaliptos e pinheiros principalmente para as indústrias de madeira e papel. Além disso, monoculturas de oliveiras intensivas e a disseminação de estufas para a produção intensiva de bagas (e mais recentemente monoculturas de abacate no sul). Isto tem um grande impacto no abandono da terra, causando o Êxodo Rural e deixando todas essas terras basicamente desassistidas e não relacionadas com a cultura das comunidades locais. Não há espaço ou apoio para a produção agrícola familiar.

Com o passar do tempo, os jovens não voltam às terras das suas família e a maioria dessas terras não é cuidada ou gerida de forma adequada, o que deixa espaço a todo o tipo de problemas. A governação nacional teve um enorme impacto na promoção deste abandono, fechando instalações de saúde e escolas em todas as áreas rurais, de norte a sul e cobrando portagens nas principais vias de conexão, que deveriam ser gratuitas. Todo esse enquadramento social e económico torna muito difícil às populações mais jovens, mesmo aquelas que desejam viver em áreas rurais, poderem voltar.

Há uma necessidade urgente de preservar a biodiversidade da vida vegetal e animal e as poucas florestas nativas têm um valor inestimável e devem ser protegidas, mas todos os anos enfrentam incêndios muito agressivos, alimentados por monoculturas de eucalipto e terras privadas não geridas.

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Sentes que existe a consciência da situação problemática das florestas em Portugal?

Infelizmente, sentimos que não há consciência suficiente e a maior parte da visão coletiva sobre como a Natureza funciona é muito desatualizada, muito mecânica e muito focada no lucro rápido. Isso não ajuda práticas regenerativas a serem implementadas em larga escala, como é urgentemente necessário.


Quais são as vossas estratégias para melhorar isso?


Compartilhar Conhecimento, ministrando cursos, palestras, workshops e organizando ações comunitárias como coleta de sementes;

Inspirarmo-nos no envolvimento de comunidades locais com a paisagem e sua cultura ancestral;

Pesquisar formas alternativas para criar economias mais resistentes com base em produtos regenerativos e formatos de economia circular;

Promover e apoiar todos aqueles que testam e implementam essas soluções, torna-los exemplos para todas as pessoas, de todas as origens sociais e culturais;

Trabalhamos com comunidades, proprietários privados, agências, serviços públicos, todos são necessários num momento tão dramático que os nossos ecossistemas enfrentam.

Dar poder às comunidades locais através da partilha de conhecimento e conectá-los à rede de projetos já existentes que apoiamos, fazendo boas práticas ecológicas. Sentirmo-nos parte de algo maior que está a acontecer em todo o país e no planeta capacita-nos a avançar coletivamente.

Quais são os vossos maiores desafios?


Paradigmas antigos e manter clara a comunicação entre todos os grupos com os quais trabalhamos. Além disso, administrar diferentes perspectivas e agendas pessoais, ou seja, o aspecto humano de regenerar os nossos ecossistemas é o mais desafiador.

Susana Guimaraes - co-fundadora Reflorestar Portugal.

Susana Guimaraes - co-fundadora Reflorestar Portugal.

Onde vês a "Reflorestar Portugal" no futuro? Quais são os vossos planos ou desejos?

Planeamos reflorestar as terras em todo o país com práticas regenerativas, conectando e capacitando as comunidades. Regenerar e integrar.

Quando isso acontecer, queremos enviar as nossas equipas para trabalhar em outros lugares do planeta.


Obrigada!

Apoia agora a nossa campanha de crowdfunding no INDIEGOGO e recebe um par de sapatos barefoot sustentáveis MUKISHOES



MUKISHOES na floresta - onde queremos andar no Futuro!

MUKISHOES na floresta - onde queremos andar no Futuro!

Rarámuri

 

Viajar é uma das nossas maiores paixões. Foi na nossa passagem pelo México que ouvimos falar na cultura Rarámuri pela primeira vez. Quando iniciamos uma pesquisa em busca de um nome para os nossos sapatos encontramo-los mais uma vez e descobrimos a sua incrível habilidade na corrida de grande distância.

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Os Tarahumara ou Rarámuri são um povo indígena que vive nas montanhas do estado mexicano de Chihuahua. A corrida está profundamente ligada à sua cultura - um bom exemplo é  uma corrida com a duração de 24h que simboliza uma volta da Terra em torno do Sol. Mas para além de uma manifestação simbólica dos seus costumes, a corrida faz parte do seu dia-a-dia e, provavelmente, ajuda a que este povo esteja entre os mais saudáveis do Mundo apesar das condições extremas em que vive.

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Os Rarámuri são capazes de correr 300 km descalços ou usando apenas um tipo de calçado minimal a que chamam huaraches.

Photo by Robert Ingelhart/iStock / Getty Images

Photo by Robert Ingelhart/iStock / Getty Images

Na sua língua, os Tarahumara, referem-se aos homens como Rarámuri, mas para as mulheres tem outro nome - Mukí - e  foi essa palavra que deu nome aos nossos sapatos.

Apesar dos Mukishoes serem unisexo foram fundados por duas mulheres!

a nossa visão

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A nossa experiência de trabalho na área têxtil fez-nos compreender como esta industria é nociva para o meio ambiente.

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É impressionante como 20% de toda a poluição da água é causada pela indústria têxtil, e, ainda mais chocante, segundo a revista EcoWatch,
“a indústria da moda é a segunda mais poluente do mundo…só ultrapassada pelo petróleo.”

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A necessidade de transparência e consciência torna-se mais importante que nunca e a MUKI quer fazer parte desta mudança. Criamos um sapato confortável, que respeita o nosso corpo e que segue os seguintes parâmetros:

  • Têxteis naturais (cânhamo, linho e algodão)

  • No caso de usar couro apenas proveniente da UE e sem crómio

  • Borracha natural ou borracha reciclada

  • Redução do uso de colas ao mínimo indispensável

  • Tingimentos com o mínimo de água e com certificados GOTS (sem pigmentos GMO)

  • Impermeabilização apenas com resinas e ceras naturais

  • Condições de trabalho justas

  • Fornecedores apenas de Portugal ou UE

muki sole

É possível produzir respeitando a Natureza e usando apenas os recursos que realmente precisamos, sem excesso de produção e limitando a quantidade de desperdícios.

Respeitar o meio ambiente e a nós próprios, sentirmo-nos livres, sem restrições de movimentos e impedir que a moda condicione o nosso corpo.

Voltar a ter pés fortes e um corpo e postura saudáveis apenas caminhando descalços ou com sapatos barefoot faz parte da nossa missão.

muki barefoot shoes

 

Durante todo o processo de investigação e produção aprendemos muito e temos a noção que ainda temos muito para aprender e melhorar. Comprometemo-nos a nunca perder a curiosidade e a alcançar o objectivo de consumir menos mas melhor!

muki barefoot